Anunciados finalistas das Sete Novas Maravilhas da Natureza

Foram anunciados nesta terça-feira (21), em Zurique, os 28 finalistas que competem pelo título de uma das 'Sete Novas Maravilhas da Natureza'. Um júri de notáveis fez a primeira seleção. Agora, a votação é popular e pode ser feita pela internet, assim como ocorreu com as Sete Novas Maravilhas do Mundo. O anúncio dos vencedores será feito em 2011.
Os 28 finalistas foram selecionados por especialistas, entre os 77 candidatos eleitos em uma rodada de votação anterior. Inicialmente, foram apontados 261 marcos em diversos países. A escolha levou em consideração o equilíbrio geográfico, a diversidade e a importância para a vida humana.
O Brasil conta com dois participantes. Divide com a Argentina a nomeação das Cataratas do Iguaçu e com Venezuela, Suriname, Peru, Guiana, Guiana Francesa, Equador, Colômbia e Bolívia a indicação da Amazônia.
Entre os indicados estão ainda o Mar Morto (Israel, Palestina, Jordânia), a Floresta Negra (Alemanha), Galápagos (Equador), Angel Falls (Venezuela), Cliffs of Moher (Irlanda), Grand Canyon (EUA), a Grande Barreira de Corais (Austrália e Papua Nova Guiné), Kilimanjaro (Tanzânia), Komodo (Indonésia), Ilhas Maldivas, Matterhorn/Cervino (Suíça), Table Mountain (África do Sul), Uluru (Austrália) e o Vesúvio (Itália). A lista completa está disponível no site oficial (www.vote7.com/n7w/nature/finalists).
Cerca de 100 milhões de pessoas votaram na escolha das Sete Novas Maravilhas do Mundo em 2007. Os vencedores foram o Coliseu (Itália), a Grande Muralha da China, o Taj Mahal (Índia), Petra (Jordânia), o Cristo Redentor (Brasil), Machu Picchu (Peru), e a pirâmide de Chichen Itza (México). (Fonte: Portal Terra)
Distorções ambientais 
Em reunião no início do mês em L'Aquila, na Itália, o grupo dos sete países mais desenvolvidos e a Rússia (G8) apontou que o desmatamento nas florestas brasileiras é responsável por aproximadamente 20% das emissões anuais de dióxido de carbono (CO2) em todo o mundo.
No último dia de atividades da 61ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na semana passada, em Manaus, o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Gilberto Câmara, chamou a atenção dos participantes da maior reunião científica da América Latina para a necessidade de a comunidade científica nacional empenhar mais esforços na descoberta de números mais exatos sobre os impactos do desmatamento da Amazônia frente às mudanças climáticas.
Ao comparar dados históricos de áreas desmatadas na região com informações sobre a biomassa florestal da floresta amazônica, Câmara criticou os números.
"Esse número de 20% divulgado pelo G8 é um número 'chutado' que está rodando pelo mundo. E a ciência brasileira até agora não se deu ao trabalho de checar esse dado. Na década de 1990 eram desmatados na Amazônia em média 22 mil quilômetros quadrados, o que representava cerca de 8% das emissões de CO2 do planeta", disse ele na ocasião.
"Se o Brasil conseguiu reduzir o desmatamento na região de 27 mil quilômetros quadrados, em 2004, para a média atual que é de 12 mil quilômetros quadrados, a Amazônia deve ser responsável atualmente por menos de 5% das emissões globais, logo o G8 deve estar equivocado e ter se baseado em dados fracos."
Para ele, os números do G8 podem ser tendenciosos, uma vez que, "no que diz respeito a dados sobre emissões de efeito estufa, é importante dividir o prejuízo".
"Quanto mais países como o Brasil responderem pelos prejuízos ambientais, menos os países do G8 serão responsáveis. A conta de que 20% das emissões de CO2 do mundo vêm do desmatamento pode não ter base científica", apontou Câmara.
Outro ponto questionado pelo diretor do Inpe é se vale a pena o Brasil aderir ao REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação florestal, na sigla em inglês), mecanismo por meio do qual os países que reduzem suas taxas de desmatamento poderiam vender créditos de carbono para outras nações.
"Os países desenvolvidos acreditam que o Brasil deve vender o que podemos chamar de 'carbono virtual' da floresta, que ainda não foi cortada. Assim, as empresas globais poluidoras que não conseguirem compensar suas emissões poderiam comprar carbono que nunca foi lançado na atmosfera", explicou.
"Mas será que o Brasil deve vender ar? E, em caso afirmativo, a grande questão é quem deve receber esse dinheiro, os assentados, os fazendeiros ou outras pessoas?", questionou Câmara.
Para ele, ainda que o Brasil aumente o número de áreas de proteção ambiental e, em contrapartida, não reduza a efetiva demanda da população por terra, o desmatamento provavelmente não será reduzido. "Se um assentado recebe uma quantia para não desmatar em determinada região, por exemplo, esse mesmo cidadão poderá simplesmente continuar desmatando em outra área", alertou.
Em tese, concluiu o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, atualmente não há muitas garantias de que se o Brasil receber dinheiro dos países ricos por meio do REDD o desmatamento irá necessariamente diminuir. Pelo contrário, ele pode simplesmente se manter e até aumentar.
"Sem contar que 90% do desmatamento na Amazônia é ilegal e, assim, nós estaríamos pagando para os fora da lei não desmatarem mais. Trata-se de um dinheiro sujo e o país tem mais o que fazer do que aceitar essa proposta. Esse é um debate importante que deverá ser tratado na conferência do clima de Copenhague, no final deste ano", destacou. (Fonte: Thiago Romero/ Agência Fapesp)
Educadores ambientais se reúnem no Rio de Janeiro para discutir estratégias de ação
Desde o dia 22, o Rio de Janeiro sedia o 6º Fórum Brasileiro de Educação Ambiental. Durante quatro dias especialistas da área discutem temas como educação ambiental no ensino formal, mudanças climáticas, participação da sociedade e o papel do jovem.
O evento é promovido pela Rede Brasileira de Educação Ambiental (Rebea) e tem apoio dos ministérios da Educação e do Meio Ambiente e das secretarias estaduais do Ambiente e da Educação do Rio.
A superintendente de Educação Ambiental da Secretaria de Estado do Ambiente, Lara Moutinho, faz um alerta para que os padrões de consumo sejam mudados. Segundo ela, a educação ambiental tem papel de despertar a consciência para essa realidade, destacando que 20% da população mundial consome 80% dos recursos ambientais e gera 75% da degradação do planeta.
No encontro serão realizadas oficinas, mesas redondas, minicursos, entre outras atividades. *Com informações da SEA
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